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Histórico familiar de câncer de mama: quando me preocupar?

O câncer de mama é o que mais afeta mulheres no mundo inteiro. No Brasil, mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas com câncer de mama entre 2018 e 2023, segundo dados do Painel Oncologia Brasil. Além disso, a baixa adesão à mamografia dificulta o diagnóstico, contribuindo para o aumento do número de casos.

Apesar de fatores como estilo de vida, idade e ambiente influenciarem o risco, o histórico familiar é um dos elementos que mais preocupa especialistas e pacientes. Mas afinal, quando deve ser um sinal de alerta?

O que significa ter histórico familiar de câncer de mama?

Ter histórico familiar de câncer de mama significa que parentes próximos, como mãe, irmã ou filha, foram diagnosticadas com a doença. Esse histórico pode indicar uma predisposição genética, especialmente se os casos ocorreram em idades mais jovens ou envolveram mutações genéticas conhecidas, como as dos genes BRCA1 e BRCA2.

No entanto, é importante lembrar que nem toda pessoa com histórico familiar vai necessariamente desenvolver câncer de mama. O risco aumenta, mas não é uma certeza.

Fatores que aumentam a atenção

Você deve ficar mais atenta se:

  • Mais de uma pessoa da família teve câncer de mama, especialmente em gerações próximas;
  • O câncer foi diagnosticado antes dos 50 anos;
  • Existem outros tipos de câncer associados: casos de câncer de ovário ou próstata também podem indicar predisposição genética;
  • Há um histórico masculino: embora ocorra raramente, o histórico de homens da família com câncer de mama também aumenta o risco genético.

O que fazer se houver histórico familiar

  1. Converse com um especialista: um oncologista ou mastologista irá avaliar seu risco individual;
  2. Avaliação genética: em alguns casos, testes genéticos podem identificar mutações que aumentam a chance de desenvolver câncer de mama;
  3. Rastreamento precoce: mulheres com alto risco podem precisar iniciar mamografias e exames complementares antes da idade recomendada para a população geral;
  4. Mudanças de estilo de vida: manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas regularmente, evitar álcool em excesso e não fumar são medidas que ajudam a reduzir o risco.

Ter histórico familiar de câncer de mama não é uma sentença, mas sim um alerta para cuidados especiais. A prevenção, detecção precoce e acompanhamento médico são essenciais para reduzir riscos e aumentar as chances de tratamento eficaz.

Se você tem casos de câncer de mama na família, procure orientação médica e não adie exames de rotina. Quanto mais cedo o risco for avaliado, maiores as chances de prevenção e tratamento bem-sucedido.

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